Quanto vale a base de clientes que você nunca mais chamou
Se você está procurando como disparar para lista comprada, esse texto não serve. Ele é sobre a lista que você já construiu, com gente que já entrou na sua loja e já pagou você pelo menos uma vez.
Ela não estava brava
Uma cliente comprou numa loja de moda em 2021 e não voltou mais.
Cinco anos depois ela recebeu um catálogo no WhatsApp. Respondeu na hora, pediu para separar três peças, foi até a loja e levou quatro mil e quinhentos reais em produto.
Quando perguntaram por que ela tinha sumido tanto tempo, a resposta não foi preço. Não foi atendimento ruim. Não foi concorrente.
Foi: ninguém nunca falou comigo que tinha novidade.
Lista e ativo não são a mesma coisa
Tem uma diferença entre ter uma lista e ter um ativo.
Lista é número de telefone guardado na agenda. Você não sabe o que a pessoa comprou, não sabe quando, não sabe do que ela gosta e não sabe se ela quer receber notícia sua.
Ativo é quando você sabe. Sabe o que ela levou, quando levou, qual numeração, qual ocasião. E tem autorização dela para chamar.
A diferença entre os dois não é tecnologia. É informação.
Por que a sua base está parada, e não é preguiça sua
Aqui vem a parte que quase ninguém fala.
A sua base está parada e provavelmente não é porque você nunca pensou nisso. É porque quem tenta, apanha.
Até um tempo atrás, mandar mensagem para muita gente pelo WhatsApp comum funcionava mais ou menos. Aí começaram as limitações. Uma lojista me contou que mandava cinco mil mensagens sem problema, e de repente com cem o celular já bloqueava. Poucos meses depois, cinquenta já bastavam.
Então o que acontece com quem tenta? Perde o número. E quem perde o número uma vez não tenta de novo.
A base não está parada porque o dono é relaxado. Está parada porque a ferramenta que todo mundo usa pune quem tenta usá-la para isso.
O tamanho do que está parado
Essa parte você faz sozinho, com papel.
Pega o número de contatos que você tem hoje. Imagina que você consiga reativar cinco por cento deles, e que desses, um em cada cinco compre. Você converteu um por cento da base.
Com cinco mil contatos, isso é cinquenta vendas. Com ticket médio de oitocentos reais, são quarenta mil reais.
Refaz com os seus números, não com os meus. Base menor, número menor. Ticket maior, número maior.
E antes que alguém me cobre: isso é aritmética, não é previsão. Não estou dizendo que vai acontecer. Estou dizendo qual é o tamanho da coisa que está parada na sua agenda.
O que precisa estar de pé
Falar com a base sem perder o número não é questão de mandar melhor. É questão de ter quatro coisas funcionando.
A base separada. Cliente que comprou esse mês não pode receber a mesma mensagem de quem sumiu faz dois anos, e quem nunca comprou não pode receber a mesma de quem compra sempre.
Autorização. A pessoa precisa ter dito que quer receber, e precisa conseguir sair quando quiser.
Mensagem analisada antes de sair. No canal oficial o texto passa por aprovação antes de ir, e isso muda o que você pode escrever e quanto você paga por mensagem.
E gente para responder. Campanha boa gera conversa. Conversa sem resposta vira reclamação, e reclamação derruba número.
Nenhuma dessas quatro coisas garante que o seu número nunca vai cair. Isso ninguém garante, e quem garante está vendendo o que não tem.
Quanto está parado na sua
Voltando para a pergunta que abriu esse texto.
Eu não consigo responder daqui, porque depende de quantos contatos você tem, de quando foi a última vez que você falou com eles e de quanto vale uma venda sua.
Mas dá para você descobrir com os seus próprios números, em poucos minutos.